O poeta vive de catar coisas Cata as palavras que voam E as fazem pousar no poema. Cata os sentimentos que perambulam E organiza-os em versos. Cata os pensamentos avulsos E empilha-os em estrofes. Catando tudo, tudo cabe no poema: O sono e o riso da criança, o aconchego da mãe, O cheiro da donzela, a folha seca que cai da árvore sobre meu papel, Esse momento sem presa.
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